Diagrama De Fishbone

Diagrama Fishbone (Ishikawa)

Sumário

  1. Objetivo do documento
  2. O que é o Diagrama Fishbone
  3. Quando e por que usar
  4. Elementos do diagrama
  5. Modelos de categorias (6M, 4P, 4S, etc.)
  6. Passo a passo para construção
  7. Técnica combinada: Fishbone + 5 Porquês
  8. Exemplo prático detalhado
  9. Boas práticas e dicas
  10. Checklist final
  11. Refêrencias

1. Objetivo do documento

Este documento tem como objetivo explicar de forma clara, prática e aplicada o Diagrama Fishbone (ou Diagrama de Ishikawa), para que equipes e indivíduos possam conduzir análises de causa‑raiz, documentar hipóteses e definir ações corretivas.

2. O que é o Diagrama Fishbone

O Diagrama Fishbone é uma ferramenta visual que organiza possíveis causas de um problema em categorias, facilitando a identificação das causas raízes. Visualmente, lembra a espinha de um peixe: a “cabeça” é o problema (efeito) e as “costelas” são as categorias de causas.

3. Quando e por que usar

Use Fishbone quando:

  • Você tem um problema recorrente ou impactante e precisa entender suas origens.
  • Deseja estruturar um brainstorming para gerar hipóteses.
  • Quer priorizar investigações antes de executar ações corretivas.

Vantagens:

  • Promove visão sistêmica do problema.
  • Estrutura contribuições multidisciplinares.
  • Facilita priorização e documentação das hipóteses.

4. Elementos do diagrama

  • Efeito (Cabeça): descrição clara e objetiva do problema.
  • Espinha principal: linha horizontal que liga causas ao efeito.
  • Ramos principais (categorias): grupos de causas (ex.: Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente).
  • Ramos secundários (subcausas): fatores específicos conectados às categorias.

5. Modelos de categorias

  • 6M (indústria): Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente.
  • 4P (serviços/marketing): Pessoas, Processo, Produto, Política/Preço.
  • 4S (TI/serviços): Software, Sistema, Suporte, Segurança.

Escolha as categorias que melhor se encaixam no seu contexto. Misturar categorias é aceitável se isso facilitar a análise.

6. Passo a passo para construção

  1. Defina o problema — escreva em uma frase curta e objetiva (ex.: “Atraso médio nas entregas: 5 dias”).
  2. Desenhe a espinha horizontal e coloque o problema na cabeça à direita.
  3. Escolha categorias (6M, 4P, etc.) e desenhe ramos principais.
  4. Brainstorm multidisciplinar: para cada categoria, Liste possíveis causas.
  5. Adicione subcausas — detalhe cada causa com fatores contribuintes.
  6. Priorize: vote ou use dados para identificar as causas mais prováveis.
  7. Investigue: aplique 5 Porquês ou colete dados para confirmar as hipóteses.
  8. Aja: crie plano de ação (responsável, prazo, métricas).

7. Técnica combinada: Fishbone + 5 Porquês

Depois de mapear causas no fishbone, escolha as mais prováveis e aplique os 5 Porquês para aprofundar até a causa raiz. Ex.:

  • Causa: “falha no processo de validação” → Por quê? “Falta checklist” → Por quê? “Procedimento não documentado” → etc.

8. Exemplo prático detalhado

Problema: Atraso nas entregas aos clientes (média de 4 dias)

Categorias escolhidas: Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente

Principais causas levantadas (resumo):

  • Método: roteirização manual; processo de expedição sem padronização.
  • Máquina: sistema TMS com bugs; veículos em manutenção.
  • Material: fornecedores entregam fora do prazo; falta de embalagens.
  • Mão de obra: equipe com alta rotatividade; falta de treinamento.
  • Medição: previsões inexatas; falta de KPIs atualizados.
  • Meio ambiente: trânsito e fechamento de vias.

Ação proposta (exemplo):

  1. Priorizar investigação do TMS (sistema) — time TI — 2 semanas
  2. Padronizar checklist de expedição — time Operações — 1 semana
  3. Negociar SLAs com fornecedores críticos — Compras — 3 semanas

9. Boas práticas e dicas

  • Reúna pessoas com diferentes visões do processo.
  • Comece com um problema bem definido e quantificado quando possível.
  • Evite listar “sintomas” (por exemplo, “entregas atrasadas”) como causas — busque fatores que expliquem o sintoma.
  • Use votos (dot-voting) para priorizar causas quando houver muitas opções.
  • Valide hipóteses com dados antes de aprovar mudanças dispendiosas.
  • Documente tudo: o próprio diagrama, decisões e evidências coletadas.

10. Checklist final

  • Problema definido e quantificado
  • Categorias escolhidas
  • Brainstorm realizado com equipe
  • Causas detalhadas em subníveis
  • Priorização aplicada
  • Plano de ação com responsáveis e prazos

11. Referências

https://www.google.com/search?sa=X&sca_esv=ad3bfb9a4481301e&rlz=1C1VDKB_pt-PTBR1059BR1059 https://www.youtube.com/watch?v=jqIk-KkqGRw