Diagrama Fishbone (Ishikawa)
Sumário
- Objetivo do documento
- O que é o Diagrama Fishbone
- Quando e por que usar
- Elementos do diagrama
- Modelos de categorias (6M, 4P, 4S, etc.)
- Passo a passo para construção
- Técnica combinada: Fishbone + 5 Porquês
- Exemplo prático detalhado
- Boas práticas e dicas
- Checklist final
- Refêrencias
1. Objetivo do documento
Este documento tem como objetivo explicar de forma clara, prática e aplicada o Diagrama Fishbone (ou Diagrama de Ishikawa), para que equipes e indivíduos possam conduzir análises de causa‑raiz, documentar hipóteses e definir ações corretivas.
2. O que é o Diagrama Fishbone
O Diagrama Fishbone é uma ferramenta visual que organiza possíveis causas de um problema em categorias, facilitando a identificação das causas raízes. Visualmente, lembra a espinha de um peixe: a “cabeça” é o problema (efeito) e as “costelas” são as categorias de causas.
3. Quando e por que usar
Use Fishbone quando:
- Você tem um problema recorrente ou impactante e precisa entender suas origens.
- Deseja estruturar um brainstorming para gerar hipóteses.
- Quer priorizar investigações antes de executar ações corretivas.
Vantagens:
- Promove visão sistêmica do problema.
- Estrutura contribuições multidisciplinares.
- Facilita priorização e documentação das hipóteses.
4. Elementos do diagrama
- Efeito (Cabeça): descrição clara e objetiva do problema.
- Espinha principal: linha horizontal que liga causas ao efeito.
- Ramos principais (categorias): grupos de causas (ex.: Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente).
- Ramos secundários (subcausas): fatores específicos conectados às categorias.
5. Modelos de categorias
- 6M (indústria): Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente.
- 4P (serviços/marketing): Pessoas, Processo, Produto, Política/Preço.
- 4S (TI/serviços): Software, Sistema, Suporte, Segurança.
Escolha as categorias que melhor se encaixam no seu contexto. Misturar categorias é aceitável se isso facilitar a análise.
6. Passo a passo para construção
- Defina o problema — escreva em uma frase curta e objetiva (ex.: “Atraso médio nas entregas: 5 dias”).
- Desenhe a espinha horizontal e coloque o problema na cabeça à direita.
- Escolha categorias (6M, 4P, etc.) e desenhe ramos principais.
- Brainstorm multidisciplinar: para cada categoria, Liste possíveis causas.
- Adicione subcausas — detalhe cada causa com fatores contribuintes.
- Priorize: vote ou use dados para identificar as causas mais prováveis.
- Investigue: aplique 5 Porquês ou colete dados para confirmar as hipóteses.
- Aja: crie plano de ação (responsável, prazo, métricas).
7. Técnica combinada: Fishbone + 5 Porquês
Depois de mapear causas no fishbone, escolha as mais prováveis e aplique os 5 Porquês para aprofundar até a causa raiz. Ex.:
- Causa: “falha no processo de validação” → Por quê? “Falta checklist” → Por quê? “Procedimento não documentado” → etc.
8. Exemplo prático detalhado
Problema: Atraso nas entregas aos clientes (média de 4 dias)
Categorias escolhidas: Método, Máquina, Material, Mão de obra, Medição, Meio ambiente
Principais causas levantadas (resumo):
- Método: roteirização manual; processo de expedição sem padronização.
- Máquina: sistema TMS com bugs; veículos em manutenção.
- Material: fornecedores entregam fora do prazo; falta de embalagens.
- Mão de obra: equipe com alta rotatividade; falta de treinamento.
- Medição: previsões inexatas; falta de KPIs atualizados.
- Meio ambiente: trânsito e fechamento de vias.
Ação proposta (exemplo):
- Priorizar investigação do TMS (sistema) — time TI — 2 semanas
- Padronizar checklist de expedição — time Operações — 1 semana
- Negociar SLAs com fornecedores críticos — Compras — 3 semanas
9. Boas práticas e dicas
- Reúna pessoas com diferentes visões do processo.
- Comece com um problema bem definido e quantificado quando possível.
- Evite listar “sintomas” (por exemplo, “entregas atrasadas”) como causas — busque fatores que expliquem o sintoma.
- Use votos (dot-voting) para priorizar causas quando houver muitas opções.
- Valide hipóteses com dados antes de aprovar mudanças dispendiosas.
- Documente tudo: o próprio diagrama, decisões e evidências coletadas.
10. Checklist final
- Problema definido e quantificado
- Categorias escolhidas
- Brainstorm realizado com equipe
- Causas detalhadas em subníveis
- Priorização aplicada
- Plano de ação com responsáveis e prazos
11. Referências
https://www.google.com/search?sa=X&sca_esv=ad3bfb9a4481301e&rlz=1C1VDKB_pt-PTBR1059BR1059 https://www.youtube.com/watch?v=jqIk-KkqGRw